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Autossugestão: o domínio de si mesmo

A autossugestão é uma ferramenta nata dos seres humanos. Com um poder incalculável, conforme as circunstâncias, produz os melhores ou os piores efeitos, sendo muito útil a cada um de nós o conhecimento desta força. É a influência de uma ideia persistente, que alguém exerce sobre si mesmo, provocando alterações de comportamento.

 

A mente subconsciente dirá “sim” a tudo que pensa, seja de forma positiva ou negativa, e materializará esses pensamentos, portanto, pensar positivamente nos trará uma realidade positiva, de sucesso, coragem e realizações. Walt Disney dizia: “Tudo que você é capaz de imaginar, você é capaz de realizar”.

 

A autossugestão é também usada para explicar sintomas físicos sem causa aparente, que são originados por pensamentos e crenças de um indivíduo. Se você pensa que algo vai mal com o seu corpo, provavelmente apresentará sintomas ruins, mas se você acredita estar bem, a sensação física também será boa. Experimentos científicos têm mostrado que, muitas vezes, a cefaleia (dor de cabeça) vai embora quando um paciente toma um analgésico. Ocorre, porém, que tais estudos mostram que o alívio acontece antes mesmo do analgésico fazer efeito. O efeito placebo está diretamente relacionado à autossugestão e tem sido amplamente utilizado por profissionais da saúde que tratam pacientes que se queixam de sintomas imaginários.

 

A autossugestão é regida por três leis, segundo o psicólogo francês Emile Coué:

 

1.            Lei da atenção concentrada:

 

Essa lei determina que, quando uma pessoa concentra a sua atenção numa determinada ideia, esta se concretiza por si mesma, ou seja, se você se atenta à ideia de que vai cair, há uma tendência para que você caia e você cairá. Essa lei é bastante vivenciada no meu cotidiano clínico, pois a autossugestão acomete os pacientes que se submetem à cirurgia para extrações dentárias, sobretudo dos 3os molares, popularmente conhecidos como “sisos”, que significa juízo ou bom senso. Se o paciente escuta comentários alheios ou sugere a si mesmo uma situação negativa, mentaliza que irá sentir dor e sofrer e não haverá quantidade suficiente de anestésico local que, efetivamente, provoque analgesia.

 

2.            Lei do esforço contrário:

 

Quando uma pessoa pensa que não é capaz de executar uma tarefa, quanto mais focar na ideia, menos será capaz de fazê-la. Se pensar, imaginar ou acreditar que não conseguirá emagrecer, quanto mais tentar, menos emagrecerá.

 

3.            Lei do sentimento dominante:

 

Essa lei estabelece que uma sugestão ligada à emoção, como por exemplo, o medo, supera qualquer outra que, no momento, exista na mente. Se imaginar que ao entrar no elevador, você morrerá sufocado, esse pensamento, carregado de emoção, fará com que você não consiga entrar no elevador. E não é o que acontece na recepção de uma clínica odontológica? Em qualquer batalha entre a imaginação e a força de vontade, a imaginação sempre vencerá. Mude a imaginação em seu benefício, faça sugestões de pensamentos e ações positivas que motivem e estimulem novas atitudes e brilhantes resultados em sua vida.

 

A influência da mente sobre o corpo pode ser usada de uma forma positiva para melhorar a maneira como uma pessoa se sente física e mentalmente. Autossugestão é o processo pelo qual uma pessoa pode treinar a sua mente subconsciente, através de autoafirmações, para acreditar em algo e, mais rapidamente, romper barreiras e atingir os seus objetivos. (Danielle Louise Sposito Bourreau)









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